quinta-feira, 17 de março de 2011

Ele pode, você não.

Ele sai toda sexta-feira para um chope com os amigos. Você não pode fazer o mesmo ou dá a maior briga. Ele pode ir à despedida de solteiro do colega. Você, nem pensar! Ele desliga o celular e diz que acabou a bateria, mas se é a bateria do seu que termina, ah, com certeza está aprontando alguma. É claro que você não gosta dessa situação, só por amor acaba aceitando. O que fazer?
Quando falamos de um relacionamento em que duas pessoas se uniram por amor e afinidades, o ideal é que as regras entre os dois indivíduos sejam iguais. "Qualquer relação diferente disso é uma relação de poder, que acontece de diversas formas. A mais comum entre os casais é a de gênero do homem sobre a mulher, conhecida como 'machismo'",  razão alegada por homens e mulheres para tal comportamento é o ciúme. É isso mesmo? "No pensamento machista, várias vezes aparece a preocupação com 'o que os outros vão dizer'. Às vezes, ele nem sente ciúmes dela mas se preocupa com ‘o que o fulano do trabalho vai dizer se vir minha mulher dando sopa por aí?'",
o homem machista possivelmente foi criado por uma mulher dizia para o menino: "Homem não chora", "tu tens que ser homenzinho". E para a menina: "Teu irmão pode namorar várias, ele é homem, tu não pode" e por aí vai. É uma questão cultural. Neste quesito, a mudança de comportamento e pensamento começa com uma mudança na forma da criação dos filhos, com igualdades entre os sexos desde pequeninos. Isso pode levar gerações. Mas com certeza, começa hoje.

Já com pessoas adultas, a mudança se dá a partir de muita conversa. Se o seu homem é machista e os direitos e deveres são desiguais entre vocês, a psicóloga avisa que é possível mudar, sim. Só que, para isso, ele tem que querer. "Todo comportamento pode mudar, mesmo uma característica tão arraigada e exercida há muito tempo. Basta a pessoa querer. E aí são outros 500"

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